Múltiplos sentidos

Jornal Tribuna de Minas publicou matéria, no último sábado, 17 de novembro, anunciando encontro com Carola Saavedra e Alexandre Faria

“Construindo sentidos”

O objetivo de Carola Saavedra é construir sentido com seus textos. “Mesmo que apenas momentâneo”, revela a escritora ao portal globo.com. “Me interessa a literatura que seduz e ao mesmo tempo não subestima a inteligência de quem lê”, completa. “É algo que me fascina, perceber que aquilo que criei deixou de ser meu e adquiriu outros significados, outras possibilidades”, afirma nessa mesma entrevista. A romancista participa hoje do projeto “Ave palavra”, às 15h, na livraria A Terceira Margem. Também integrando o debate sobre literatura contemporânea, estará presente o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e escritor Alexandre Faria.

Nascida no Chile e radicada no Rio, Carola é formada em jornalismo pela PUC-Rio. Sua estreia na literatura se deu em 2005 com a publicação de “Do lado de fora”, pela 7 letras – obra que, segundo a própria escritora, denuncia um estilo influenciado por suas passagens por Espanha, França e Alemanha – país onde concluiu o mestrado em comunicação social. “Designa bem a minha relação com o mundo, que é a de alguém que, por não se sentir realmente incluído nele, assume o papel de observador. A minha escrita é de certa forma um reflexo disso, se revela através do detalhe, da observação minuciosa” explica. “Porém, é justamente essa sensação de não-pertencimento que faz com que eu me adapte com facilidade, aprendi a conviver e a aceitar outras culturas, outras formas de pensar”, disse à imprensa.

Em 2007, já com selo da Companhia das Letras, utilizou depoimentos para publicar “Toda terça”. No ano seguinte, “Flores azuis” saiu do prelo – obra eleita melhor romance pela Associação Paulista dos Críticos de Arte e finalista dos Prêmios São Paulo de Literatura e Jabuti. Nela, a autora intercala cartas de uma mulher apaixonada com a narrativa em terceira pessoa. Completando a trilogia que discute as relações humanas e o desafio em penetrar em uma linguagem que não se sobreponha ao enredo, lança mão de gravações sonoras para escrever “Paisagem com dromedário” (2010). Com esse último trabalho, venceu o prêmio Rachel de Queiroz na categoria jovem autor. “É um ciclo. Além da impossibilidade da comunicação, são livros sobre um dizer”, destacou a escritora em entrevista ao poeta e jornalista Ramon Mello.

“Meu objetivo é trocar literatura com a classe mais marginalizada”, disse o ensaísta, poeta e escritor Alexandre Faria, quando lançou, em julho deste ano, o livro “Lágrima palhaça” nas comunidades Farol de Manguinhos e Sarau da Maré (Rio de Janeiro), além de Juiz de Fora. Nessa obra, escrita ainda na adolescência, mas publicada na maturidade, o poeta põe no papel o que pode ser visto como uma trajetória de uma existência que tem começo meio e fim. “Você pode fazer uma avaliação negativa ou positiva da vida”, reflete.

Faria é natural do Rio de Janeiro e, em 2003, concluiu o doutorado em Letras pela PUC-Rio. Como professor da UFJF, desenvolve pesquisas na área de literatura, identidade e outras manifestações culturais, com destaque para a periferia brasileira. Lançou, em 2005, o romance “Anacrônicas”, pela 7 Letras. Em 2007, foi responsável pela organização do livro “Poesia e vida: Anos 70” – com selo da UFJF. Também é co-fundador do portal Texto Território.

Fonte: Tribuna de Minas  | Imagem: Uol

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s