“Escrever exige lucidez”

O escritor Nelson de Oliveira, à época, com 33 anos*, fala, entre outras coisas, sobre o processo da escrita e o papel do escritor na sociedade. Confira entrevista!

Entrevista concedida a Rodrigo de Souza Leão –  para o Balacobaco
Tenho 33 anos e sou natural de Guaíra (SP), cidade localizada muito mais próximo de Belo Horizonte do que de São Paulo, fato que de certa forma explica, pelo menos pra mim, certas características de comportamento tipicamente mineiras.

Minha grande paixão, desde cedo, foi o cartum e a história em quadrinhos, paixão que me levou a estudar desenho e pintura. A literatura foi, na minha vida, um fato novo e tardio. Tanto que só em 89, ao receber uma bolsa da Secretaria de Estado da Cultura, passei a levar a sério o desejo de pôr no papel o primeiro livro de contos, intitulado Fábulas.

Em 90 organizei com outros contistas o grupo Infâmia Literária, cuja finalidade era promover entre os integrantes a troca de experiências e informações. No ano seguinte o grupo publicou uma revista contendo os primeiros resultados dessa proposta.

Em 95, com o Fábulas, venci o Premio Casa de las Americas, promovido pela instituição cubana, e em 96, com Os Saltitantes Seres da Lua, também de contos, o concurso promovido pela Fundação Cultural da Bahia. Isso fez com que a idéia de me dedicar com afinco e de maneira disciplinada à literatura firmasse pé.

De lá pra cá tenho tido contos estampados aqui e ali, em publicações como as revistas Cult e Livro Aberto (SP), Medusa (PR), o jornal Correio Braziliense (DF) e o Suplemento Literário de Minas Gerais. Também tenho colaborado regularmente, com resenhas de livros, no caderno Prosa & Verso, d’O Globo, e na revista Bravo!.

Livros publicados: Subsolo infinito (Companhia das Letras, 2000, romance); Treze (Ciência do Acidente, 1999, contos); Naquela época tínhamos um gato (Companhia das Letras, 1998, contos); Quem é quem nesse vaivém? (FTD, 1998, novela infantil); Os saltitantes seres da lua (Relume-Dumará, 1997, contos); Fábulas (Tradução para o espanhol: Julia Calzadilla Núñez – Casa de las Americas, 1995, contos) 

Como foi ganhar um prêmio literário, o da Fundação Cultural da Bahia, logo no livro de estréia?

Na verdade, o primeiro prêmio que ganhei foi o Casa de las Americas, em 1995. Dois anos antes eu havia acabado de organizar um livro de contos intitulado Fábulas, e foi justamente este volume que venceu o concurso. Sem sombra de dúvida, todo prêmio representa, no mínimo, novo impulso financeiro na carreira de um jovem autor. Além da possibilidade de o debutante ver publicado o famigerado livro. Foi o que aconteceu comigo. Minha estréia literária se deu em espanhol, não em português. Como parte do prêmio, as Fábulas tiveram uma edição de dez mil exemplares bancada pela instituição cubana. Na época eu tinha 28 anos, uma vontade louca de ser publicado e dezenas de recusas de editoras de todo o país. Só por isso já dá pra perceber o que significou o bavejo da sorte. O segundo prêmio, da Fundação Cultural da Bahia, em 1996, trouxe mais gás ao meu balão. Hoje, com o início da trilha já aberto, consigo passar facilmente sem novos prêmios. Mas tenho certeza de que, se não tivesse sido esses dois, eu não teria abraçado pra valer a literatura. Não sou do tipo que não se incomoda com o desprezo alheio. Sou, até mesmo, do tipo revoltado. Sempre que vejo gente talentosa comendo o pão que o diabo amassou sinto vontade de mandar tudo às favas. Escritor sofre muito no Brasil. Se bem que aqui, apesar do analfabetismo, há mais escritores do que brasileiros – e mais poetas do que escritores!

Treze tem uma capa que acrescenta ainda mais mística ao número em questão. A capa perdeu ou ganhou eleitores?

Tenho certeza de que a capa do Treze contribuiu pra que um grande número de pessoas se dispusesse a não comprar o livro. Ela é agressiva – repulsiva, até. Uma amiga me confessou que teve de arrancar fora a capa, antes de começar a ler os contos. Vários resenhistas, depois de elogiar os contos, também desaprovaram o trabalho dos designers Joca e Patrícia Terron. Um deles chegou a sugerir até mesmo que se cobrisse a capa com uma folha de papel ofício, se o leitor quisesse ler o livro no metrô. “Pra não assustar as criancinhas”, explicou. Tais reações me divertem bastante. Eu particularmente gosto muito do projeto da capa. Aliás, os treze contos da coletânea estão muito à vontade com o projeto gráfico do livro todo. Projeto expressionista, finamente jocoso. Mas infelizmente esse gênero de humor costuma passar despercebido pra maioria dos leitores. Por mais que os vícios beletristas tenham desaparecido dos textos, 95% das capas e dos projetos que estão hoje nas livrarias ainda são tão beletristas quanto um soneto parnasiano. Penso que o Treze, visto do ângulo puramente visual, é um cartum que debocha dessa situação.

No conto Doce dilema azul de bolinhas amarelas o personagem principal prendeu a todos e a si mesmo numa cela. Até que ponto esse texto dialoga com o conto O alienista, de Machado de Assis?

Eu não tinha em mente O alienista, quando escrevi Doce dilema azul. Ambos são textos muito diferentes. Mas, ao se meter com a prosa de ficção, quem é que pode de fato negar a influência do Machado? Se não me engano, li O alienista há dez, quinze anos. Talvez tenha ficado enfurnado em mim algo desse breve contato. Não sei. Penso que Doce dilema, por ser muito curto, tem mais a ver com as crônicas do Millôr e os “contados, astuciados, sucedidos e acontecidos do povinho do Brasil”, do José Cândido de Carvalho. Além d’O coronel e o lobisomem, esse fino humorista publicou duas antologias de sátiras: Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicão e Um ninho de mafagafes cheio de mafagafinhos. Os dois livros estão cheios de narrativas de meia página, uma página no máximo, protagonizadas por loucos de pedra. São anedotas impagáveis! E Lulu Bergantim é, de longe, o maluco mais simpático que já pintou na crônica brasileira.

É só o personagem do conto Merdra que detesta teatro? Qual a sua relação com a música, o cinema, o teatro, as outras mídias?

Existem pessoas que simplesmente não têm como sobreviver sem uma dose regular de narrativas. Eu faço parte desse grupo. Quando criança, devorava histórias em quadrinhos e seriados de tevê. Adolescente, ainda no interior de São Paulo, somei aos quadrinhos e à tevê a música popular, o cinema e a literatura de entretenimento. Mais amadurecido, somei aos gêneros já mencionados a boa literatura, a música erudita, as artes plásticas e o teatro. Não importa qual seja o meio, a mensagem é sempre uma narrativa. Meu pai, por exemplo, faz parte do espantoso grupo de pessoas que não têm de se injetar diariamente nenhuma dose de narrativa. Ele não lê romances, não assiste à filmes e não sente a menor atração por nenhum gênero musical. Tudo o que lhe interessa é tocar os negócios e a vida da forma o mais pacata possível, em São Joaquim da Barra – cidade onde morei até os dezoito. Isso me espanta muito. Admiro-o.

Leu muito Augusto dos Anjos? Quais os escritores que fizeram a sua cabeça?

Li Augusto dos Anjos e os poetas mais esquisitos que você possa imaginar – de Aretino a Glauco Mattoso. Isso, muito antes de chegar à conclusão de que meu caminho era o da literatura. Houve um tempo em que vivi como um nababo. Foi logo que me mudei pra São Paulo. Não tinha emprego. Só estudava. Quem pagava as contas eram meus pais. Nessa época paradisíaca, que infelizmente já vai longe, ministrei a mim mesmo um rápido curso de humanidades. Tentei ser mais seletivo ao comprar CDs, ao escolher um dos filmes em cartaz nos cinemas. Lia vorazmente os brasileiros, os malditos e os benditos, sem distinção de raça, sexo ou credo. Li todos os clássicos parrudos que encontrei traduzidos: A divina comédia, O decamerão, Dom Quixote, Fausto, Crime e castigo, O vermelho e o negro, As flores do mal, Ulisses, e também os não tão parrudos (apesar do preconceito que eu alimentava contra livro magro): Satiricon, Um lance de dados, Às avessas, O processo, O aleph, O estrangeiro, Pé na estrada, Almoço nu e assim por diante. O que me movia era o desejo de recuperar o tempo perdido – gasto apenas comMafalda e Jornada nas estrelas. Naquela época livro bom, pra mim, não podia ter menos páginas do que Guerra e paz A montanha mágica. Afinal, sem suor não podia haver arte. Romancista que quisesse ser reconhecido como tal tinha de ficar cinco, dez anos metido na feitura de um texto. O resto era brincadeira de criança. Mas essa fase já vai longe. Perdi a paciência. Hoje faço coro com o Valéry: “Nos livros, como nos pratos, só gosto do que é magro”.

Você é muito mais um escritor satírico do que um idólatra do demo. Escrever um livro sobre o pacto com o capeta, mais de cem anos depois do Fausto, ainda é algo que chama a atenção? Os puritanos já se manifestaram contra?

O pacto faustiano parece ser um dos temas prediletos dos alemães. Sobre ele, além do Goethe, escreveram Klaus Mann (Mephisto) e Thomas Mann (Doutor Fausto). A origem desse mito que, aos poucos, foi sendo multiplicado infinitamente em narrativas populares, perdeu-se nas brumas do passado. A moral da história é simples: todo ser humano é limitado e, por mais que insista, não lhe é permitido ir além das próprias fronteiras. A única forma de conhecer o inefável seria – se isso fosse possível – com a ajuda de mãos transcendentais. Mas se Deus está morto e se tudo é permitido, só nos sobra Belzebu como condutor. Subsolo infinito é, na verdade, pura tiração de sarro de tudo isso. Misturei Grande sertão: veredas com Viagem ao centro da Terra apenas pra mostrar que já não há mais territórios desconhecidos. Tudo já foi palmilhado pela arte nesses séculos todos. Só nos cabe agora refazer os mesmos caminhos, recontar as mesmas histórias. Se os puritanos já se manifestaram a respeito? Eles nem sequer sabem da existência do livro, que só vendeu 500 exemplares nos três primeiros meses, quando ainda era novidade.

O subsolo é igual para todos?

Não. Cada maluco tem seu próprio subsolo. E quando tentamos impingir aos outros nossos subterrâneos particulares, sai de baixo. Muita desavença costuma nascer daí.

Borges dizia que se há uma vassoura no texto e não tem função, não deveria estar no texto. Concorda?

Em parte. Não existem – ou pelo menos não deveria existir – regras para o fazer poético. Dalton Trevisan parece professar a mesma fé, quando diz: “Para o bom escritor um personagem não espirra em vão. Na página seguinte tosse com pneumonia. Se pendura na parede uma espingarda, por força há que disparar.” A literatura realista se beneficia muito dessa diretriz retirada, com certeza, da matemática e da física. Mas felizmente, apesar da forte resistência por parte dos conservadores, o Realismo deixou de ser a principal escola literária há mais de um século. O cientista deu lugar ao ilusionista, que com a mão direita distrai a atenção do público enquanto com a esquerda faz desaparecer cartas, coelhos, o diabo a quatro. Gosto de textos em que há vassouras e espingardas cuja função é, certamente, não ter nenhuma função.

Gosta do “realismo mágico” como rótulo da sua literatura?

De jeito nenhum. Não tenho nada a ver com o realismo mágico, e muito menos com a literatura fantástica. Também não sou cubista, nem concretista, nem tropicalista. Detesto que me enfiem em camisas-de-força de épocas em que eu nem era nascido.

Alguns de seus personagens ora são machos ora fêmeas. Você já foi traído pelo desejo?

“Nada é mais complexo do que o outro sexo” (Millôr). Traído pelo desejo nunca fui – jamais cruzei o Rubicão -, mas creio que essa obsessão por hermafroditas e andróginos nasceu de algumas perquirições da adolescência. Todo ser humano, ao descobrir as maravilhas do sexo, já deve ter se perguntado: “Quem tem mais prazer na relação, o homem ou a mulher? Qual dos dois goza mais intensamente?” Ninguém pode negar que o orgasmo é uma das experiências mais perturbadoras colocadas ao nosso alcance: um presente da natureza – ou, se preferir, dos deuses. O homem goza mais facilmente, mas a mulher tem a capacidade de multiplicar o prazer, de fazer com que um orgasmo suceda a outro, conseguindo assim prolongar mais ainda o prazer. Isso é invejável. Essa capacidade impressionou até mesmo os gregos. A deusa Hera, irritada com os freqüentes adultérios de Zeus, chamou-o na chincha. O deus revidou: “Nós, homens, pulamos a cerca sim. Mas o prazer fugaz que encontramos nos braços de outras mulheres não se compara ao estupendo prazer que vocês, mulheres, encontram nos nossos braços.” Hera ficou furiosa: “Como pode saber? Você nunca foi mulher”. Não me lembro muito bem do mito, mas deve ter sido mais ou menos assim. A polêmica estava armada. Convocaram um mortal (se não me engano era mesmo um mortal), que havia provado das duas condições: fora homem e agora era mulher. Esse Orlando avant la lettre encerrou o caso: “Se dividirmos o prazer sexual em dez partes, ao homem caberá uma única parte e à mulher, nove”. A democracia não é uma invenção da natureza. José Maria, que também é Maria José, no Subsolo infinito, é a personagem pela qual eu realmente me apaixonei enquanto escrevia o romance. Elela goza como macho e fêmea.

Escrever é cair no abismo ou escalar o abismo?

É escalar o abismo. A mais positiva das duas ações. Mesmo que no final da escalada, já sem forças, o escritor – Sísifo convertido na rocha dos seus pecados – acabe rolando ladeira abaixo.

Você deve ter uma imaginação com uma potência infinita. Cada vez, no seu texto, há mais coisas com o que se surpreender. Não me parece que tenha esquema literário com começo, meio e fim demarcados, e técnicas mirabolantes de como contar uma história. Como cria os seus livros, as suas personagens? “Romance” ainda é a denominação adequada aos textos que faz?

Pelo menos metade do que já escrevi começou da mesma maneira: como resposta a outro texto. O conto Encanador, um dos primeiros que botei no papel, veio logo depois da leitura que fiz d’O arquipélago, do Diogo Mainardi. Em ambos há o dilúvio universal, bíblico. Subsolo infinito teve como ponto de partida a famosa passagem do Grande sertão: veredas, em que Riobaldo faz o pacto com o demônio, misturada com momentos do filme Coração satânico. Na verdade, eu quis reelaborar certas sutilezas presentes tanto no filme quanto no romance. Mas o pontapé inicial foi dado pela interrogação roseana, pela dúvida que persegue seu jagunço. O Senhor das Moscas existiria mesmo? Deu-se realmente o pacto? A descida aos infernos é, no meu caso, uma típica descida de romance de aventuras, a la Júlio Verne. Está mais pra Viagem ao centro da terra do que pra algo mais místico, metafísico. Acredito muito no diálogo entre textos. Faltam boas paródias na ficção brasileira. Se “romance” ainda é a denominação adequada? Penso que sim. Procuro trabalhar dentro do ringue, respeitando os limites impostos pelas cordas. Não tenho nenhuma pretensão de criar uma nova modalidade de briga de palavra.

Só se escreve um bom romance depois dos quarenta anos de idade?

Gosto dessas verdades absolutas. Nelson Rodrigues costumava dizer que devia ser proibido a alguém com menos de trinta anos publicar um livro de poesia. São tiradas espirituosas que tornam o dia-a-dia menos insosso. Mas não passam disso. A verdade é que só escreve bons romances, só compõe boas peças musicais, só realiza bons filmes quem domina a linguagem que está sendo empregada. Esse domínio só pode ser adquirido por intermédio da prática. Se fulano de tal já escrevia romances antes dos quarenta, as chances de que venha a escrever uma obra-prima depois do quadragésimo aniversário são muito boas.

Você escreve sob a égide inspiradora de alguma droga? Qual relação tem com as drogas?

Não escrevo motivado por nenhuma droga. Está mais do que provado que as drogas não têm o poder de melhorar o desempenho artístico de ninguém. Se não me engano, a última vez que fiz uso de uma delas foi na faculdade, há dez, quinze anos – nem me lembro mais. Na época tinha esperanças de que assim eu finalmente conseguiria ver abertas as infinitas portas da minha percepção. Não deu em nada. Digo o mesmo do fervor religioso. Drogas e religião conseguem, no máximo, sinalizar paisagens imaginárias que, se existissem concretamente, já teriam sido assimiladas pelo cotidiano há muito tempo. Droga por droga, fico com a literatura. Escrever exige lucidez. Caso contrário, a escrita automática dos surrealistas em vez de ser mero apêndice da história da literatura já estaria presente em Homero.

Tem alguma epígrafe que o personifique?

Não. Não sei. Talvez tenha. Preciso procurar nas gavetas, nos bolsos da jaqueta que foi pra lavanderia. Devo ter, sim. Dúzias delas. De gente batuta: H. L. Mencken e Woody Allen. Só preciso me acostumar a andar com elas na carteira. Não quero ser pego desprevenido mais uma vez. Por enquanto, fico com essa do Nelson Rodrigues: “Ninguém mais respeita a inteligência. Nem a inteligência se respeita a si mesma. Deus me livre de ser inteligente.”

Qual o papel do escritor na sociedade? Considera que ainda é necessário chocar, acordar, mexer, destruir preconceitos?

Da mesma maneira que há o músico erudito e o músico popular, há o escritor erudito e o popular. Sem essa distinção fica muito difícil definir o papel do escritor na sociedade. Ao popular – Jô Soares, Paulo Coelho, Mário Prata – cabe entreter o leitor. Ao erudito – Haroldo de Campos, Sebastião Nunes, Glauco Mattoso – cabe manter viva a melhor tradição literária. É claro que existem ainda sub-categorias com um pé lá e outro cá. Numa delas eu colocaria o Millôr Fernandes, cronista de primeiríssima qualidade. Não importa… deixo as definições pra crítica. O fato é que cada qual – popular e erudito – tem um papel específico a cumprir, afinal toda sociedade precisa de circo e de arte na mesma proporção. Achincalhar Jôs e Coelhos alegando que não são nenhum Joyce é bobagem. Não se compara alhos com bugalhos. Sim, ainda é necessário chocar, acordar, mexer, destruir preconceitos. Mas confesso que, depois das varguardas do início do século passado, penso que não é mais possível criar explosões atômicas, de proporções nacionais. Pequenos traques ainda são possíveis, felizmente. Foi o que aconteceu com a capa e o projeto gráfico doTreze. Pra minha surpresa muita gente reagiu a eles, guardando as devidas proporções, como os primeiros ouvintes da Sagração da primavera. O que prova que os preconceitos, mais do que os vírus, têm uma capacidade absurda de se reciclar. Cutucá-los com vara curta é ainda a melhor coisa que um artista pode fazer.

*Nelson de Oliveira nasceu em 1966

Fonte: Garganta da Serpente | Imagem: Palavraria

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